Com a Segmentectomia pulmonar robótica, ciência e tecnologia se voltam à preservação pulmonar e à redução de danos
O avanço da cirurgia torácica no trato da neoplasia pulmonar, é uma demonstração clara de que o paciente é o foco da comunidade médica que deseja oferecer soluções que beneficiem não só o pós-cirúrgico, mas também a redução de danos.
Segmentectomia robótica, o que é?
A segmentectomia robótica é uma resposta evolutiva à cirurgia tradicional. Enquanto a cirurgia tradicional costuma remover um lobo inteiro (lobectomia), a segmentectomia foca na retirada de apenas uma dessas pequenas unidades funcionais.
A técnica é definida como uma ressecção sublobar anatômica. Isso significa que o cirurgião torácico não apenas secciona uma parte do pulmão, mas isola e remove com precisão as veias, artérias e brônquios específicos daquele segmento. Quando auxiliada por braços robóticos, essa precisão é elevada ao nível milimétrico, permitindo que o paciente mantenha a maior parte do seu pulmão intacta, o que é vital para a sua qualidade de vida e capacidade respiratória a longo prazo.
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Procedimentos robóticos crescem e mediana de internações reduz
A cirurgia robótica vive uma expansão sem precedentes no país. Segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB), o número de procedimentos robóticos cresceu 417% nos últimos cinco anos e essa evolução permitiu que casos antes considerados complexos para a videocirurgia comum (VATS) agora sejam operados com segurança via plataforma robótica, e a mediana de internação foi de apenas três dias.
- Leia também: Inovações em cirurgia torácica: como a robótica está melhorando os resultados dos pacientes?
Isso se deve, em grande parte, à visão 3D ampliada e aos filtros de tremor do robô, que facilitam a dissecção em áreas estreitas do tórax. Outro diferencial é o uso da fluorescência com indocianina verde, que faz o tecido saudável brilhar sob a câmera do robô, delimitando com exatidão a área doente a ser removida.
Segmentectomia pulmonar em oncologia
Atualmente, a segmentectomia robótica é o padrão ouro para tumores iniciais (menores que 2cm), lesões benignas e bronquiectasias e metástases isoladas. E ainda em pacientes com função pulmonar limitada, que não suportariam a retirada de um lobo inteiro.
Uma análise envolvendo mais de 50 mil pacientes revelou alguns dados a favor da a cirurgia robótica em casos de tumores
- melhoria de 24% na sobrevida livre de doença quando comparada à videocirurgia convencional
- redução de 45% na mortalidade em 30 dias.
Veja também: Câncer de pulmão: como a robótica melhora as taxas de cura
Benefícios da Segmentectomia Torácica
Estes são os principais resultados diretos para o paciente:
- Preservação Funcional: Manutenção de maior reserva respiratória para o futuro.
- Recuperação Acelerada: Menor dor pós-operatória e retorno rápido à rotina.
- Segurança Oncológica: Taxas de sobrevida equivalentes à remoção total do lobo em tumores pequenos, com menor perda de sangue.
A redução no tempo de hospitalização e a menor necessidade de UTI tornam a técnica cada vez mais sustentável e desejada nos grandes centros oncológicos brasileiros.
Ao unir a tecnologia de ponta com o cuidado humano, a medicina brasileira dá um passo largo para transformar o diagnóstico de câncer de pulmão em uma condição tratável com o mínimo de impacto na qualidade de vida do paciente.
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Referências científicas:
- CAMBRICOLI, Fabiana. Cirurgia robótica cresce 417% no País e chegada de novos fabricantes promete baratear custo; entenda. Associação Médica Brasileira, Brasília, 2023. Disponível em: AMB. Acesso em: 11 maio 2026.
- Terra, R. M., et al. (2019). Segmentectomia pulmonar anatômica robótica: aspectos técnicos e desfechos. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (v. 46, n. 4). Disponível na SciELO.


